30/ago/2026
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Economia

Alagoas quase não cresce: estado tem uma das piores taxas populacionais do Brasil

Enquanto o país desacelera, expansão alagoana foi de apenas 0,01% em 2026, aponta o IBGE

Alagoas quase não cresce: estado tem uma das piores taxas populacionais do Brasil

Alagoas figura entre os estados que praticamente não cresceram em termos populacionais no último ano, segundo dados divulgados nesta sexta-feira (28) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O estado registrou uma expansão de apenas 0,01% — um número que o coloca lado a lado com o Rio de Janeiro e atrás somente do Rio Grande do Sul, que teve variação nula (0,00%).

O dado alagoano é parte de um retrato mais amplo divulgado pelo instituto no estudo Estimativas da População, que apontou o Brasil com 214,2 milhões de habitantes em 1º de julho deste ano. No comparativo nacional, o crescimento também perdeu fôlego: a taxa ficou em 0,37%, abaixo dos 0,39% verificados no ciclo anterior (2024/2025), confirmando um movimento de desaceleração já identificado em levantamentos passados.

Nordeste é a segunda região mais populosa do país

Apesar do baixo crescimento de Alagoas, a região Nordeste como um todo mantém peso relevante na demografia nacional: são 57,4 milhões de pessoas, o que representa 26,8% da população brasileira — atrás apenas do Sudeste, que concentra 41,6% dos habitantes (89 milhões). Sul, Norte e Centro-Oeste completam a distribuição regional, com 14,7%, 8,8% e 8,1%, respectivamente.

Entre os estados, São Paulo segue disparado como o mais populoso, com 46,1 milhões de habitantes (21,6% do total do país), seguido por Minas Gerais (10%, ou 21,5 milhões) e Rio de Janeiro (8%, ou 17,2 milhões). No sentido oposto, os estados menos populosos estão todos na região Norte: Acre (887,8 mil), Amapá (809,9 mil) e Roraima (761 mil).

Contraste: Roraima cresce enquanto Alagoas estagna

Se Alagoas está entre os menores crescimentos do país, o oposto acontece em Roraima, que lidera o ranking estadual com alta de 3,01% — resultado impulsionado, entre outros fatores, pelo forte crescimento populacional da capital Boa Vista, que teve expansão de 3,2% entre 2025 e 2026, a maior entre todas as capitais brasileiras. Santa Catarina (1,54%) e Mato Grosso (1,46%) também aparecem entre os destaques positivos, sendo os únicos, além de Roraima, a ultrapassar 1% de crescimento no período.

Já entre as capitais que perderam população, Salvador teve a queda mais expressiva, de 0,17%, seguida por Natal (-0,13%), Belém (-0,08%) e Belo Horizonte (-0,02%).

São Paulo lidera entre os municípios

No ranking de cidades, São Paulo (SP) segue como o município mais populoso do Brasil, com 11.911.337 habitantes, à frente do Rio de Janeiro (RJ), com 6.731.133 pessoas, e de Brasília (DF), com 3.009.996 moradores. Fortaleza (CE) e Salvador (BA) completam a lista das cinco maiores cidades do país, com 2.582.360 e 2.559.945 habitantes, respectivamente — juntos, esses cinco municípios reúnem 12,5% de toda a população brasileira.

Na outra ponta, os municípios menos populosos do Brasil são Serra da Saudade (MG), com 857 moradores; Anhanguera (GO), com 906; Borá (SP), com 935; Araguainha (MT), com 989; e Nova Castilho (SP), com 1.070 habitantes. O levantamento do IBGE ainda mostra que 44,3% das cidades brasileiras têm até 10 mil habitantes, somando 12,8 milhões de pessoas — cerca de 6% da população nacional.

Fonte: Agência Brasil — Economia

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